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Por que o modelo de representante não escala mais e o que indústrias B2B estão fazendo diferente?

Por que o modelo de representante não escala mais e o que indústrias B2B estão fazendo diferente?

O representante comercial continua sendo importante para a indústria B2B. Seu conhecimento de mercado, relacionamento e capacidade de negociação fazem diferença, especialmente em vendas mais complexas.

O desafio começa quando ele se torna o principal canal para gerar novas oportunidades. Nesse cenário, o crescimento passa a depender da carteira, prospecção e alcance de cada representante, criando um limite para escalar.

Quer saber como reverter isso? Continue a leitura!

O comportamento do comprador da indústria B2B mudou. A jornada de compra também 

Segundo o Think with Google, a jornada do comprador da indústria B2B já é outra! Agora, 94% deles chegam ao contato um pouco ou totalmente informados sobre o que procuram. E 56% usam mecanismos de pesquisa pelo menos uma vez por semana durante o processo de decisão.

Isso significa que, antes de falar com um representante, o cliente já pesquisou:

  • Soluções;
  • Fornecedores;
  • Comparações.

Até porque, ainda conforme o estudo, o YouTube e Google são as principais fontes de informação para 47% dos tomadores de decisão B2B.

Isso torna a jornada de compra menos linear. Principalmente, tendo em vista que o processo de compra B2B costuma envolver diferentes áreas e decisores. 

Aqui, engenharia pode avaliar aspectos técnicos, compras pode analisar condições comerciais, e a gestão pode considerar investimento e retorno. Então, cada um pode fazer sua própria pesquisa!

Logo, quando o contato comercial acontece, o representante já encontra um comprador que conhece melhor suas opções, tornando a abordagem mais consultiva. Ele precisa ser capaz de responder dúvidas mais específicas, diferenciar a oferta e avançar a negociação.

Por isso, estar ausente na etapa da pesquisa digital pode significar deixar espaço para que outros fornecedores ocupem esse lugar e saiam na frente.

O que as indústrias B2B que querem crescer estão fazendo diferente?

Se o comportamento do comprador mudou, nada mais natural que a indústria B2B acompanhe essa transformação.

Por isso, as que querem crescer estão começando a repensar como gerar e conduzir melhor as oportunidades comerciais. Logo, estão combinando diferentes canais para que cada um atue na etapa da jornada em que pode gerar mais valor:

  • Representante: mantém o relacionamento próximo com o mercado, conduz negociações, entende as particularidades de cada cliente e atua diretamente no avanço das oportunidades;
  • Marketing digital: atrai potenciais compradores antes mesmo do contato comercial, trabalhando presença nos canais digitais, conteúdos e campanhas para colocar a empresa no radar de quem está pesquisando uma solução;
  • Inside sales: faz a ponte entre o interesse e a oportunidade comercial. Identifica quem tem potencial, qualifica os contatos, entende o momento de compra e direciona para o próximo passo.

Ou seja, o marketing gera demanda, inside sales transforma interesse em oportunidades mais qualificadas e o representante concentra seu tempo em conversas que exigem relacionamento, negociação e conhecimento do mercado.

Isso faz com que todo o esforço deixe de se concentrar em uma única pessoa e seja distribuído em diferentes canais, ampliando o alcance das oportunidades e tornando o contato cada vez mais assertivo.

Leia também: Veja como reduzir a taxa de No-Show em Inside Sales e otimizar o agendamento entre SDR e Closer

Marketing digital não substitui o representante. Prepara o terreno 

Ainda conforme Think with Google, empresas B2B que investiram mais da metade de seus orçamentos de marca, em digital, tiveram 25% de retorno. 

Isso fica claro quando entendemos que o marketing digital não substitui o representante. E sim, contribui na construção de um caminho mais assertivo até o contato comercial.

Afinal, conteúdos técnicos, SEO, mídia paga e páginas de conversão ajudam a empresa a aparecer quando existe uma demanda, responder às principais dúvidas e transformar uma pesquisa inicial em uma possível abordagem comercial.

Além disso, as ações de marketing digital geram informações sobre quem demonstrou interesse, em qual solução, por qual canal e em que momento da jornada. 

Com esses dados, o representante já chega à conversa muito mais informado e pronto para conduzir o relacionamento. Ou seja, ele não precisa mais começar a venda do zero. Aqui, agora, o conhecimento de mercado e capacidade de negociação fazem a diferença.

Leia também: Marketing de conteúdo B2B: como criar conteúdo que gera demanda e não só tráfego

O que muda nos resultados quando os canais trabalham juntos? 

A verdade é que combinar marketing digital, inside sales e representante, para além da mudança na estrutura, ajuda a: 

  • Reduzir ciclo de vendas: quando o potencial cliente chega mais informado e qualificado, o representante pode concentrar a conversa na necessidade, na solução e na negociação. Dependendo da operação, isso pode contribuir para um ciclo de vendas mais eficiente;
  • Otimizar o custo por oportunidade: a geração de novas oportunidades deixa de depender exclusivamente da carteira individual de cada representante. Com canais digitais, a indústria pode criar novas fontes de demanda e acompanhar quanto está investindo para gerar oportunidades em cada uma delas;
  • Dar previsibilidade do pipeline: com marketing, inside sales e vendas conectados, fica mais fácil acompanhar de onde vêm as oportunidades, quantas estão sendo geradas, em que etapa estão e quais avançam no funil. Essa visão ajuda a identificar gargalos e tomar decisões comerciais com base em dados.

Tudo isso resulta em um processo comercial mais integrado e mensurável, que permite identificar gargalos, otimizar a operação e gerar aprendizados ao longo do tempo. 

Como começar sem desmontar o que já funciona?

Não é preciso abandonar o que já funciona na sua indústria B2B! Basta adicionar novas frentes de forma gradual. 

Para isso:

  • Mapeie como as oportunidades são geradas hoje: de onde vêm os clientes? Quanto depende da prospecção ou da carteira dos representantes? Quais canais já geram algum resultado? Essa visão ajuda a entender o que deve ser preservado e onde existe espaço para evolução;
  • Identifique os pontos em que o processo trava: há dificuldade em gerar leads? Os representantes recebem muitos contatos sem perfil? Existe demora até a abordagem comercial? Com esse diagnóstico, dá para saber onde marketing digital e inside sales podem contribuir;
  • Defina quais etapas podem ser apoiadas pelo digital: como atração de novos compradores, educação do mercado, geração de leads e qualificação inicial. O objetivo é tirar do representante atividades que podem ser estruturadas e escaladas por outros canais;
  • Estabeleça critérios claros para a passagem das oportunidades: o que caracteriza um lead qualificado? Quando ele deve ser abordado? Quais informações precisam chegar ao comercial? Quanto mais claro esse processo, menor o risco de oportunidades se perderem no caminho.

E, ainda, é possível começar testando este modelo por região, linha de produto ou perfil de cliente.

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