Agência Full Service ou Agência Especializada – Onde investir?

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Agência Full Service ou Agência Especializada – Onde investir?

Você já ouviu falar nestes dois modelos de agências? De um lado temos as Agências Full Service, que são as conhecidas por oferecerem toda a variedade de serviços de marketing e publicidade, on-line e off-line, também conhecidas como 360 graus. De outro, as Agências Especializadas, que são agências que se concentram em uma área específica e oferecem apenas uma gama de serviços, de forma minuciosa e completa, como o caso das Agências Digitais – que só trabalham com serviços on-line, por exemplo. Em uma rápida análise poderíamos dizer que uma marca que é atendida por uma única agência Full Service tem a sua comunicação totalmente alinhada e um custo menor, enquanto contratar uma agência para cada meio de comunicação seria mais caro e menos eficiente em termos de estratégia. Mas será que funciona assim mesmo? Explicamos um pouco mais sobre cada um destes modelos de agências, com vantagens e desvantagens e uma conclusão comparativa no final. Fique ligado e descubra em qual delas vale mais a pena investir!


AGÊNCIAS FULL SERVICE

No sistema Full Service, as agências se propõem a prestar uma ampla variedade de serviços on-line e off-line, é a chamada comunicação 360º. Vemos no mercado empresas que contratam diversas agências para que cada uma delas cuide de uma parte de sua comunicação. Ou seja, um fornecedor para as mídias impressas, outro para campanhas Google, um terceiro para desenvolver e atualizar o site, outro para cuidar das mídias sociais e assim por diante. As agências Full Service oferecem todos os serviços que envolvem a comunicação da empresa de uma só vez!

Com a abundância de serviços de divulgação on-line que surgiram nos últimos anos, nasceu a necessidade de existir agências que pudessem centralizar as contas das empresas, cuidando do marketing já existente e do “novo marketing”. Uma agência de comunicação é chamada de Full Service quando apresenta aos seus clientes esse conjunto completo de soluções, sendo capaz de desenvolver trabalhos em todas as áreas. O motivo principal pelo qual as agências Full Service defendem seu modelo de negócio é que contratar os serviços de maneira individual gera um conjunto de parceiros que, além de oneroso, traz diversas dificuldades de gerenciamento e manutenção da uniformidade nos serviços.

Porém, como já dizia o velho ditado popular "quem tudo quer nada tem", e este é justamente o ponto negativo desta proposta de negócio. A variedade de serviços oferecidos por uma agência Full Service exige um grande esforço da equipe da agência, que acaba com pouco tempo para se dedicar aos aspectos estratégicos da comunicação.

AGÊNCIA ESPECIALIZADAS

Nas Agências Especializadas o serviço prestado é limitado e setorizado pelo grau de especialização. Ou seja, as tarefas realizadas pela equipe da agência são segmentadas ou agrupadas de acordo com a espécie de serviço a que se dedica a agência. Por exemplo, mesmo que todas atuem diretamente com a comunicação, umas sãos especializadas em mídia impressa, outras em marketing digital, outras em desenvolvimento de sites, outras em desenvolvimento de sistemas, outras em marketing de guerrilha e assim por diante. De modo geral, a qualidade deste serviço é muito superior ao de uma agência Full Service, justamente porque estas são especialistas no que fazem, e por isso o fazem com maestria.

Porém, não é raro que as Agência Especializadas fiquem dissociadas da estratégia de comunicação do cliente. Esse pode ser o caso de agências digitais, promocionais e de eventos. Isso pode acontecer pois as agências promocionais tendem a vender ações promocionais, as agências digitais tendem a vender estratégias de comunicação em meios digitais e as agências de eventos tendem a colocarem toda a verba do cliente em um megaevento. Ou seja, cada uma vai querer investir uma grande parcela da verba do cliente no serviço que ela mesmo presta, o que pode acabar deixando frágeis outras áreas da comunicação. Além disso, se a estratégia visual e de comunicação não tiver muito bem alinhada com todas as agências, uma campanha pode não “conversar” com a outra, gerando falhas na comunicação entre a empresa contratante e seu público-alvo. 

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Em relação às Agências Full Service, as vantagens do ponto de vista da empresa que contrata uma única agência, além do suposto alinhamento na comunicação, são também a concentração dos contatos, o que economizaria muito o tempo dos gestores de marketing, e o poder de barganha, que deixa o setor de compras muito feliz. Fora isso, podemos listar:

  • Maior possibilidade de negociação de valores diretamente com o cliente;
  • Mais agilidade para resolver qualquer tipo de problema, inclusive os de origem estratégica;
  • Facilidade para monitorar todos os canais envolvidos na mesma estratégia de comunicação;
  • Concentração de contratos;
  • Relacionamento mais estreito com o cliente.

Por outro lado, as grandes desvantagens são o risco de colocar toda a estratégia de comunicação nas mãos de apenas uma agência, a falta de foco e a falta de expertise. Fazer tudo em um mesmo lugar, quando analisado sob a ótica empresarial, parece um tanto arriscado. Agências Especialistas estão mais qualificadas para a construção de estratégias de suas áreas focais. Então podemos ver como desvantagens das Agências Full Service:

  • Responsabilidade integral sobre qualquer erro, seja ou não proveniente da estratégia;
  • Falta de expertise para assumir com igual competência todos os pontos do contrato;
  • Foco fragmentado (as Full Service fazem um pouquinho de tudo, e não de tudo um pouquinho);
  • Comprometimento da estratégia em função do elevado volume de tarefas;
  • Menor contato com outras agências colaboradoras, o que reduz o benefício das parcerias.

CONCLUSÃO

O que podemos notar é que enquanto nas Agências Full Service a estratégia fica comprometida pela falta de tempo (embora o cliente tenha um parceiro para resolver todos os problemas de comunicação); nas Agências Especializadas a estratégia pode ficar comprometida pelo interesse da agência de utilizar toda a verba no serviço que é especialista (embora execute com maior qualidade os seus serviços em relação a outra).

Embora existam diversas teorias de investimento concentrado, o caminho que mais vem conquistando espaço e também o mais prudente é a diversificação dos investimentos. Ou seja, investimentos na especialização das agências e na constituição de boas parcerias entre elas. Considerando os tempos modernos, onde a interação de pessoas, empresas, público é cada vez maior, o trabalho colaborativo pode ser facilmente desenvolvido por duas ou mais agências que estejam comprometidas e alinhadas com os objetivos de uma marca/cliente, eliminando assim, essa questão do alinhamento da comunicação e levando até o cliente um serviço de maior qualidade em todos os setores da comunicação.

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